Exposições de Longa Duração do Museu Paranaense

O circuito Ocupação do Território Paranaense mostra desde indícios da presença humana entre 10 e 8 mil atrás até século XX no território que se tornaria o Paraná, após 1853.
Concebido inicialmente como uma trajetória histórica linear, das primeiras populações caçador-coletoras das quais se encontraram vestígios arqueológicos em diversas localidades do Paraná, seguidas pelos povos que cultivavam agricultura, aos conflitos do início do século XX. Aos poucos o circuito está sendo transformado em grandes blocos temáticos, sobre os quais uma narrativa mais moderna permite apreender a história do estado.
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Aqui estão expostos vestígios de pesquisas arqueológicas, como ossos, objetos de pedra e cerâmica, além de instalações didáticas sobre sambaquis, sobre a fauna e sobre grupos indígenas do Paraná: Kaingang, Guarani e Xetá.
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Mais adiante, uma instalação mostra o contato destes primeiros habitantes com os europeus, em especial com os padres jesuítas e súditos da Coroa Espanhola, nas cidades e missões instaladas a partir de Assunção, hoje capital do Paraguai, uma vez que a maior parte do território que hoje compõe o Paraná estava a oeste da linha do Tratado de Tordesilhas. Esta parte da exposição propõe-se didática, com mapas, diagramas, maquetes, objetos arqueológicos e pinturas.
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Há uma mostra bastante interessante de objetos relativos à fundação da cidade de Curitiba, do final do século XVII ao XVIII, incluindo a imagem original em terracota da padroeira Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, trazida pelos imigrantes portugueses. Não se poderia falar deste período sem mostrar alguns aspectos da vida dos tropeiros, que ao lado dos garimpeiros foram os fundadores da vila que se tornaria capital do Paraná, bem como de instrumentos ligados ao trabalho escravo.
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Uma rampa dá acesso ao andar inferior do circuito. Em sua primeira metade hoje estão colocados objetos e pinturas relativos à Igreja Católica.
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Num patamar, entre as duas rampas de acesso, há uma instalação sobre a ligação do Paraná de origem luso-brasileira com o mar, com figuras de proa de embarcações afundadas na baía de Paranaguá, canhões e outros objetos relacionados ao litoral durante os períodos anteriores ao século XX.
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A próxima rampa mostra objetos da cultura caiçara, como potes em barro, instrumentos de pesca e uma instalação sobre a Ilha do Mel e o Episódio do Cormorant, quando o forte Nossa Senhora dos Prazeres bombardeou o navio inglês que adentrara a baía para aprisionar navios negreiros, em 1850.
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Já no andar inferior pode-se observar objetos relativos ao Império brasileiro e à instalação da Província do Paraná, em meados do século XIX.
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Há uma instalação com instrumentos musicais e vários pianos do acervo do Museu, bem como móveis relacionados à história do Paraná. Muito interessante é observar a maquete (construída em 1939) que mostra como era a cidade de Curitiba no ano de fundação do Museu Paranaense, 1876.
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O próximo tema enfoca a educação no Paraná, de suas primeiras educadoras e objetos usados na época.
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Os conflitos militares estão expostos nesse próximo setor, que aborda a Guerra da Tríplice Aliança, contra o Paraguai, a Revolução Federalista e a Campanha do Contestado. Herdeiro do acervo do Museu David Carneiro, o Paranaense tem grande coleção de armas, uniformes e objetos ligados à história militar em nosso estado.
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Por fim, na rampa de acesso à Reserva Técnica 3, a exposição Indústrias do Paraná mostra o acervo de empresas importantes na história do Paraná que encerraram suas atividades, transferindo seus acervos ao Museu Paranaense.
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