Departamento de História

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TEMPOS HUMANOS, PASSADOS POSSÍVEIS 

Ao historiador cabe lembrar o que a sociedade tende a esquecer. Peter Burke traduz no ofício o construir e desconstruir narrativas e memórias. No Museu Paranaense, o conhecimento histórico seguiu por dinâmicas contextuais. Instituindo padrões, pensamentos e identidades. Ermelino Agostinho de Leão e Romário Martins souberam disso ao promover a instituição nas exposições industriais. 

A imagem de Nossa Senhora da Luz do século XVI. As pinturas de Andersen. Uma escultura de Zaco Paraná. Uma sapatilha do Circo Paranaense. A coroa de louros do príncipe dos poetas, Emiliano Perneta. Um facão de madeira dos sertanejos do Movimento do Contestado. Peças de porcelana de D. Pedro II. Uma coleção de moedas romanas. Objetos tornam-se fontes propagadoras de valores.  

Se a heterogeneidade tipológica reflete o quão diversas são as coleções históricas, a quantificação traduz a sua expressividade. Mais de 100 mil itens que remetem às diversas temporalidades, pesquisas, coleções e temáticas. David Carneiro, Leão Junior, Impressora Paranaense são algumas a mencionar.

As coleções históricas refletem tempos humanos e passados possíveis. Os historiadores vislumbram os seus usos, tecendo narrativas polifônicas e ressignificando memórias. Como ciência dos homens no tempo, a história tem a vocação do pensamento crítico em relação ao passado. Estudos de gênero, culturas negras e movimentos sociais são algumas das ações desenvolvidas pelo Departamento de História que buscam promover reflexões e estratégias para preencher lacunas, apagar invisibilidades e valorizar novos sujeitos históricos.

Diante do fluxo contínuo e acelerado de informações disponíveis, tende-se a suprimir a dinâmica da reflexão ao criar receptores passivos. À galáxia de conteúdos inserida em um sistema econômico que a tudo transforma em consumo, cabe aos historiadores tecer as relações entre passado e presente:  retirar lições e aplicá-las aos problemas do nosso tempo. 

Se ao historiador cabe olhar o passado tendo em mente as demandas do presente, ao Departamento de História do MUPA desdobra a tarefa de traduzir e representar este passado de forma inclusiva, democrática e acessível.

 

Coordenador responsável:

Felipe Vilas Bôas

historia.mupa@secc.pr.gov.br

(41) 3304-3316