Em cartaz

 

Confira as exposições em cartaz no Museu Paranaense: 

 

Ante ecos e ocos

LONGA DURAÇÃO | Anexo do museu
Ante ecos e ocos é uma exposição de longa duração que apresenta a cultura afro-brasileira por meio de um recorte mais local, abrangendo as heranças africanas no estado do Paraná, a partir de objetos que integram o acervo do Museu Paranaense. Seis núcleos principais desenham a narrativa dessa mostra que aborda o quilombo, o carnaval, a religiosidade, a congada, o período do pós-abolição e a capoeira. Esses conjuntos são formados por vídeos, fotografias, documentos históricos e outros materiais da história afro-paranaense sob a guarda do Museu, mas que tiveram seus hiatos e ausências preenchidos por meio de uma busca ativa da equipe de pesquisa por conteúdos complementares aos já existentes. Para isso, foram realizadas novas aquisições de esculturas, pinturas, bandeiras e até instrumentos musicais, todos relacionados à cultura negra e suas expressões. 

Curadoria de Bruna Reis, Diogo Duda, Emanuel Monteiro, Fernanda Santiago e Geslline Giovana Braga, acompanhada pela equipe do Museu Paranaense formada por Richard Romanini, Josiéli Spenassatto e Felipe Vilas Bôas.

 

Mais informações

 

 

 

 

 

Nosso estado: Vento e/em Movimento

LONGA DURAÇÃO | Anexo do museu
A exposição é formada por dois eixos: Deslocamentos por dentro e Deslocamentos pela margem que se subdividem em 5 núcleos cada. O primeiro eixo propõe um mergulho na história de algumas das diversas comunidades que formaram o Estado do Paraná, desde migrantes relacionados aos deslocamentos históricos e contemporâneos, abarcando também experiências vinculadas a exílios indígenas (como o emblemático caso da etnia Xetá) e comunidades quilombolas. Já o eixo Deslocamentos pela margem é dedicado à cultura caiçara. Nele o visitante é convidado a conhecer a complexidade da experiência coletiva das comunidades caiçaras do litoral paranaense por meio de sua musicalidade, religiosidade e relação com seu território.
Os registros audiovisuais presentes na exposição passam a integrar o acervo documental do Museu Paranaense, ampliando a diversidade de vozes e expressões populares e tradicionais desta instituição de 145 anos de existência. 

 

ainda sempre ainda

13 DE SETEMBRO DE 2022 A 26 DE FEVEREIRO DE 2023 | Anexo do museu
A exposição individual da artista mineira Marilá Dardot traz ao público um conjunto de trabalhos que  atravessam, entre outros pontos, a memória constituída pela cultura: de obras que lidam com livros, literatura e linguagem até as que tratam de temas apagados da história por posições políticas, censura, gênero ou pelo tempo.

Nos últimos anos, Dardot tem constituído um grupo de trabalhos a partir da observação de narrativas históricas que passam por recorrências, sobreposições ou pela efemeridade das notícias.

Além disso, de acordo com Luisa Duarte, pesquisadora que assina o texto crítico da exposição, os trabalhos de Dardot tocam em questões sensíveis do presente (o clima, o capitalismo, a democracia, as gastas epistemologias ocidentais, as falsas promessas tecnológicas) e estabelece relações com o campo da linguagem.

 

Segunda Natureza

8 DE OUTUBRO A 27 DE NOVEMBRO/2022 | Andar térreo Palácio São Francisco
A instalação Segunda Natureza, da artista Milla Jung, contemplada pelo Edital de Ocupação do Espaço Vitrine, traz para o Museu Paranaense (MUPA) suas investigações sobre a tecnosfera como paradigma de consumo na experiência contemporânea. Entre suas consequências, estão o apagamento da memória, modos de vida, história e vínculos sociais.

A instalação, formada por duas obras integradas, é o segundo trabalho, dos três selecionados na segunda edição do Edital, a ser apresentado ao público. O Edital de Ocupação do Espaço Vitrine tem como objetivo trazer propostas de exposição nas áreas de Artes Visuais, Design e Arquitetura que dialoguem com as disciplinas científicas da instituição: Antropologia, Arqueologia e História. Uma das diretrizes, desta segunda edição do Edital, foi que as propostas se relacionassem com o tema “Re-contato”, proposição norteadora da campanha de comunicação do MUPA no biênio 2021—2022.

 

Ephemera/Perpétua

LONGA DURAÇÃO | Andar superior Palacete São Francisco
O que é efêmero? O que é perpétuo? O que representa a confluência de ambos? Essas indagações, de forma sutil ou ostensiva, estão apresentadas em cada um dos conjuntos expostos.
Com caráter amplamente multidisciplinar, a exposição traz mais de 180 peças do acervo do Museu Paranaense, que é um dos mais importantes da América Latina nos campos da antropologia, arqueologia e história. Sob muitos aspectos, esta é uma exposição antológica, cada um dos objetos selecionados do seu acervo para ser mostrado, conta mais do que uma história. Traz ao visitante reflexões acerca do sentido das coleções e dos colecionadores, pesquisa científica, tempo e memória, tendo como ponto de partida a história da própria instituição e acervos emblemáticos.
A mostra ultrapassa os limites do arqueológico, antropológico e histórico no que se especializou o Museu, e propõe correlações inesperadas. Da relação das gravuras do artista pernambucano Gilvan Samico com os mitos. Ao mostrar a trajetória de um pesquisador que quis ser enterrado em pé na sua cidade, revela que foi tão dedicado à ciência quanto a arte.
Esta é, portanto, uma exposição de exposições. Para muitos gostos e curiosidades. Para visitar e revisitar, como o faz com a sua própria história o Museu Paranaense, uma exposição de longa duração.

 

Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta

LONGA DURAÇÃO | Andar inferior do Anexo
Essa exposição dá início ao projeto Circuito Ampliado - Acervos em Circulação, em parceria com o Espaço Cultural BRDE, que propõe diferentes olhares sobre obras, objetos e documentos relacionados à erva-mate provenientes do acervo do MUPA.
A mostra apresenta a erva-mate a partir de eixos como: os usos e saberes da planta dos povos indígenas do Sul, bem como seus primeiros locais de cultivo da planta: as florestas; o beneficiamento artesanal por pequenos produtores; e aspectos ligados à representação científica e artística da natureza feitas por viajantes estrangeiros e pesquisadores.
Fazem parte da exposição um conjunto de fotografias, peças tridimensionais, as reproduções do álbum Voyage pittoresque et historique au Brésil, de Jean-Baptiste Debret e a emblemática fotopintura Família Kanhgág no Museu Paranaense, produzida em 1903. E ainda, um conjunto de obras do artista indígena wapichana Gustavo Caboco. Suas obras propõem uma atualização da história indígena ligada à erva-mate, questionando o lugar dos saberes dos povos originários em contraposição à
história “oficializada”.⠀

 

Conflitos Armados no Paraná

LONGA DURAÇÃO | Andar inferior do Anexo
A formação do Estado do Paraná, assim como a do Brasil, experimentou uma série de conflitos das mais diversas ordens. Palco e laboratório social, o Paraná foi forjado em processos de agregação e desacordo envolvendo ideias, culturas e posicionamentos.
Estes elementos estão presentes na exposição, com enfoque em três momentos cruciais: a Guerra da Tríplice Aliança, a Revolução Federalista e o Movimento do Contestado. Na exposição “Conflitos Armados do Estado do Paraná” você pode tomar conhecimento destes temas complexos por meio de objetos, fotografias e documentos, permitindo criar uma narrativa histórica crítica e atual sobre as contendas, suas origens, trajetórias e legados.

 

Numismática e cultura material:
Coleções do Museu Paranaense

LONGA DURAÇÃO | Andar térreo Palácio São Francisco
A numismática explora o campo do colecionismo, englobando a pesquisa cientifica dos vestígios do passado e da produção contemporânea manifestada tanto por objetos como por moedas, medalhas, cédulas, comendas, insígnias e fichas – acervo
que o visitante encontrará exposto - quanto pelo seu contexto de produção, circulação e reutilização em ambientes exóticos
à sua funcionalidade. 
Por meio dessas peças é possível observar um fragmento do nosso passado, pois revelam valores e comportamentos morais, técnicas artísticas e de reprodutividade, regras e escolhas imagéticas das sociedades de outrora que ainda ecoam no tempo presente. Ao longo de sua trajetória, o Museu Paranaense, destacou-se como bastião da vanguarda cientifica, criando coleções de estudos que auxiliaram gerações e pesquisadores e permitiram à sociedade paranaense conhecer seu passado e compreender os desdobramentos na contemporaneidade. Entre tais coleções destacam-se as numismática. 

 

 

 

Arqueologia Pré-Colonial do Paraná

LONGA DURAÇÃO | Andar superior do Anexo
Na exposição podem ser observados vestígios relacionados a diferentes ocupações humanas, a partir de 15.000 anos atrás, no atual território paranaense. Na visita faz-se uma grande viagem no tempo e no espaço por cerca de mil peças arqueológicas dispersas em vitrines, dioramas e contextualizadas com painéis e maquetes.
São peças provenientes de diversas regiões do Paraná, que procuram iluminar um passado muitas vezes distante do nosso cotidiano hoje em dia. Trata-se de exposição que resulta de pesquisas contínuas, na qual o visitante pode viajar pelo tempo e espaço ao caminhar pelo circuito.

 

 

Cidades coloniais espanholas e missões jesuíticas Jê e Guarani – séculos XVI e XVII

LONGA DURAÇÃO | Andar superior do Anexo
A exposição sobre as cidades coloniais espanholas e missões jesuíticas-indígenas, em atual território paranaense, entre a segunda metade do século XVI e o início do XVII, apresenta a rica diversidade cultural e ambiental da época, percorrendo evidências de aldeias entrelaçadas com a rede de caminhos do Peabiru. Podem ser visualizadas materialidades híbridas, testemunhas de alianças e conflitos entre os povos originários e europeus, além de aspectos da estética e do imaginário revelados por vestígios arqueológicos e memórias documentais que apontam a relevância desse período na compreensão do passado paranaense.